domingo, 27 de janeiro de 2013

Obesidade não é brincadeira!


Porque abrir essa coluna falando sobre obesidade? Primeiramente porque já existem estatísticas indicando que essa doença está se tornando uma epidemia mundial. Em segundo lugar, é pelo fato de que iremos tratar futuramente sobre outras doenças, como diabetes, hipertensão, síndrome metabólica, infarto, dentre outras, que são diretamente influenciadas pelo excesso de peso e pelo estilo de vida (comorbidades).

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, esse acúmulo pode acontecer por diversos motivos como: genética, distúrbios hormonais, má alimentação, sedentarismo, entre outros. Geralmente esses fatores não agem isoladamente, estão associados um ao outro, por exemplo: o indivíduo tem uma predisposição genética, tem hábitos alimentares inapropriados e é sedentário. Pronto! Um prato cheio para o desenvolvimento da doença.

Resumidamente podemos dizer que, na maioria das vezes, a obesidade ocorre devido a um balanço energético positivo, ou seja, durante um determinado período de tempo consome-se mais calorias do que se gasta, fazendo assim com que o corpo armazene essas calorias em forma de gordura corporal.

Mesmo sabendo da extrema importância de uma dieta balanceada e da eficiência de tratamentos medicamentosos e cirúrgicos, não vamos entrar em questões médicas e nutricionais, pois o objetivo é falar exclusivamente sobre exercício. Dentro desse aspecto, podemos frisar que é o exercício físico (orientado por um profissional de educação física e com objetivos a serem atingidos), juntamente com a atividade física (atividades de vida diária que elevam o gasto calórico, como: fazer uma faxina em casa, subir escadas, lavar o carro, etc) que vão fazer com que o gasto energético total aumente. Então a dica é: MEXER-SE! Seja lá como for, da maneira que preferir ou gostar mais, é importante começar por algo que dê prazer para que a vontade de desistir não prevaleça.

A recomendação é: exercícios aeróbios no mínimo 30 min/dia e exercícios resistidos complementando a rotina de treinos,sempre com intensidade de moderada a intensa, porém deve-se levar em consideração o estado desse aluno/cliente e suas preferências.

Convencer nossos alunos a sair do sedentarismo e encarar a situação, com o objetivo de melhorar a saúde, talvez seja um dos maiores desafios dos Profissionais da Educação Física, já que tudo hoje está ao alcance de nossas mãos. Mas não podemos desistir dessa luta! A prática de exercícios traz ao indivíduo inúmeros benefícios para a saúde (diminuição do percentual de gordura, aumento da massa magra, melhora no sistema cardiovascular), também influenciando diretamente nos aspectos psicossociais.

O importante sempre é investigar o histórico do seu aluno, saber quais foram as causas que influenciaram para que ele chegasse a esta condição, respeitá-lo acima de tudo e traçar com ele objetivos concretos, possíveis de serem alcançados, de maneira clara para que ele compreenda cada passo e cada decisão sua que foi tomada em cada situação. Explique sempre, esclareça todas as dúvidas possíveis ...

Fonte: Educação Física da Depressão.
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